domingo, 20 de setembro de 2026

Quando estar certo vira uma questão de identidade.



Encontrei este texto instigante em uma publicação recente da própria autora, Andressa Tavares Bach, em seu perfil no Instagram (@andressatavaresbach). No vídeo, ela cria um diálogo fictício fascinante em uma mesa de bar reunindo Sócrates, Friedrich Nietzsche, Daniel Kahneman e Sigmund Freud para refletir sobre por que temos tanta dificuldade em aceitar estar errados e por que transformamos discussões em competições.

Inspirado por essa provocação, ao final da transcrição apresento uma contribuição pessoal: como seria a conversa se o apóstolo Paulo de Tarso também se juntasse à mesa, trazendo a perspectiva da transcendência e da busca pela verdade eterna.

Confira abaixo a transcrição do vídeo e, em seguida, a continuação dessa conversa.

Transcrição do vídeo de Andressa Tavares Bach

Ontem sentei numa mesa de bar e o bate-papo foi bem revelador. Resumindo: estava eu, Sócrates, Nietzsche, Daniel Kahneman e Freud.

Eu estava falando para eles que tenho percebido que a conversa entre as pessoas tem sido mais uma competição do que uma troca de ideias. E perguntei: "Por que a gente precisa tanto estar certo?"

Sócrates foi o primeiro a responder e, claro, iniciou com aquela velha história de que a sabedoria é quando a gente reconhece aquilo que não sabe:

— "O problema, Andressa, não é não saber. É não saber e achar que sabe".

Nietzsche então tomou um gole do seu vinho e disse que o problema era ainda mais profundo:

— "As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras".

Kahneman, como sempre, tentou explicar o que acontece na nossa mente:

— "A sua mente não pergunta se tem todas as informações. Ela pega aquilo que está disponível e constrói a melhor história possível. E quanto mais coerente a história, mais verdadeira ela parece. Mas coerência não é, necessariamente, a verdade".

E depois de construir uma boa história, o seu cérebro passa a procurar somente informações que confirmem o que você já pensa.

Foi aí que Freud entrou na conversa:

— "O ego não está comprometido com a verdade. Está comprometido em nos proteger daquilo que ameaça a imagem que nós construímos de nós mesmos. Vocês estão achando que as pessoas defendem ideias, mas, muitas vezes, elas estão defendendo a si mesmas".

Achei isso super interessante. Quando uma ideia vira uma identidade, questionar aquilo que eu penso vira um ataque a quem eu sou. Talvez seja por isso que algumas discussões fiquem tão emocionais.

E tem mais uma coisa bem interessante aqui: quanto mais inteligente uma pessoa é, mais argumentos ela pode encontrar para defender aquilo que já acredita. Pois é, inteligência não é garantia de pensamento crítico; às vezes ela só deixa a racionalização mais sofisticada.

Sócrates então tomou o último gole e disse:

— "Talvez a pessoa mais sábia da mesa não seja aquela que tem mais certezas. Talvez seja aquela que consegue se perguntar: 'E se eu estiver errado?'"

Uma contribuição à conversa: E se Paulo de Tarso se sentasse à mesa?

Nesse instante, Paulo de Tarso, que estava na mesa ao lado, levantou-se e se dirigiu ao grupo:

— Não pude deixar de ouvir a conversa. Talvez haja algo que ainda não tenha sido dito. O problema não está apenas em termos dificuldade para reconhecer que podemos estar errados. Existe em nós uma tendência ainda mais profunda: queremos que aquilo que pensamos tenha origem em nós mesmos.

Sócrates ergueu uma sobrancelha, interessado.

Paulo continuou:

— Vocês falaram sobre ignorância, convicções, vieses e defesa do ego. Tudo isso ajuda a compreender por que o ser humano se apega tanto às próprias certezas. Mas há uma pergunta anterior: se a verdade não foi criada por nós, por que haveríamos de tratá-la como propriedade nossa?

Freud apoiou o cotovelo sobre a mesa.

— Então você está dizendo que o orgulho não está apenas em querer estar certo, mas em querer ser a fonte daquilo que consideramos certo?

— Exatamente. — respondeu Paulo. — O ser humano recebe muito mais do que produz. E, ainda assim, facilmente transforma aquilo que recebeu em motivo para se exaltar. Até o conhecimento que possui não nasceu simplesmente dele.

Nietzsche sorriu de lado:

— E você acredita que exista uma verdade que esteja acima de todas essas interpretações humanas?

— Não apenas acredito. É justamente esse o ponto. A verdade não depende de nós para ser verdade. Ela nos precede. E, quando falo da verdade, não estou falando de uma divindade inventada para confirmar aquilo que cada pessoa já pensa. Falo do Deus que se revela e que não cabe nas nossas preferências, no nosso ego ou nas nossas convicções. O Deus que vocês podem procurar sem ainda conhecê-lo plenamente.

Kahneman interrompeu:

— Então até nossa busca pela verdade pode ser contaminada pelos mecanismos que discutimos?

— Pode. Por isso a humildade é indispensável. Quem pensa que já possui a verdade como propriedade sua corre o risco de transformar a própria certeza em ídolo. Mas quem reconhece que a verdade não nasceu nele pode permanecer disposto a ser corrigido por aquilo que é maior do que ele.

Sócrates sorriu.

— Então talvez a pergunta “E se eu estiver errado?” ainda não seja a mais profunda.

Paulo assentiu:

— Talvez seja esta: “E se a verdade não pertencer a mim?” Porque, se a verdade é maior do que nós, estar disposto a estar errado não é uma derrota. É uma forma de deixar de ser o centro.

domingo, 13 de setembro de 2026

Podemos falar tudo com Deus?

Às vezes passamos por situações tão dolorosas que, no fundo do coração, surge uma pergunta difícil: “Deus, por que o Senhor permitiu que isso acontecesse comigo?” Ou até algo mais difícil: “Será que o Senhor não teve alguma responsabilidade nisso?”

Muitas vezes sentimos que não deveríamos falar assim com Deus. Pensamos que, se temos fé, precisamos esconder esses pensamentos, como se Deus pudesse se ofender com a nossa sinceridade.

Mas a Bíblia nos mostra algo diferente.

Quando o filho da viúva de Sarepta morreu, Elias ficou profundamente abalado. Ele havia sido hospedado por aquela mulher e havia visto Deus sustentá-la durante a fome. Então, diante da morte do menino, Elias se dirige a Deus:

“Ó Senhor, meu Deus, por que fizeste esta coisa tão terrível para esta viúva? Ela me hospedou, e agora tu mataste o filho dela!” (1 Reis 17:20, NTLH)

Elias não escolheu cuidadosamente as palavras para parecer espiritualmente correto. Ele falou a Deus aquilo que estava sentindo e aquilo que, naquele momento, estava entendendo da situação.

Isso não significa que Elias estivesse estabelecendo uma doutrina de que Deus havia cometido uma injustiça. Ele estava diante de algo que não compreendia e levou sua perplexidade, sua dor e sua indignação diretamente a Deus.

E o que Deus fez?

Não encontramos uma repreensão de Deus dizendo: “Elias, você não pode falar assim comigo.” A narrativa continua mostrando Elias orando, pedindo que o menino voltasse à vida, e Deus respondendo à sua oração.

Isso nos ensina algo importante sobre a oração: Deus não precisa que escondamos dele aquilo que existe dentro de nós.

Podemos chegar diante dele com a nossa fé, mas também com as nossas dúvidas. Podemos chegar com confiança, mas também com medo. Podemos agradecer, mas também chorar. Podemos não compreender o que Deus está fazendo e dizer isso a Ele.

Os Salmos estão cheios desse tipo de oração. “Até quando, Senhor?”, “Por que estás tão distante?”, “Por que permitiste isso?”. São perguntas feitas por pessoas que continuam falando com Deus justamente porque ainda esperam alguma coisa dele.

A sinceridade diante de Deus não é falta de fé.

Às vezes, talvez a maior expressão de fé seja justamente continuar falando com Deus quando estamos magoados com aquilo que aconteceu e não conseguimos entender por quê.

Não precisamos fingir diante daquele que conhece o nosso coração.

Podemos dizer: “Senhor, eu não estou entendendo. Estou sofrendo. Estou até pensando que o Senhor poderia ter evitado isso. Não sei se estou pensando corretamente, mas é assim que estou me sentindo.”

Depois podemos acrescentar: “Mesmo sem entender, continuo falando com o Senhor.”

Isso é muito diferente de abandonar a fé.

A oração não é o lugar onde precisamos parecer bem diante de Deus. É o lugar onde podemos finalmente ser verdadeiros diante dele.

Posso dizer a Deus até aquilo que penso sobre Deus, inclusive quando suspeito que Ele tenha errado — não porque eu tenha certeza de que Ele errou, mas porque Deus é o único diante de quem posso colocar honestamente essa dor e pedir que Ele me mostre a verdade.

Gd

domingo, 19 de julho de 2026

Convicções, identidade e a disposição para estar errado

Há pessoas que não receiam discutir temas difíceis. Não porque considerem suas conclusões infalíveis, mas porque estão dispostas a abandoná-las se encontrarem razões melhores. Estar errado não ameaça sua identidade; faz parte do caminho para conhecer melhor a verdade.

Também é possível compreender por que algumas pessoas têm tanta dificuldade em mudar de ideia quando percebem que suas convicções podem estar assentadas sobre bases equivocadas. Nem sempre é possível identificar a causa, mas algumas delas são bem conhecidas.

O primeiro motivo que costuma vir à mente é o ego. Quem transforma suas opiniões em parte da própria identidade tende a defendê-las a qualquer custo. Quem coloca a verdade acima do orgulho consegue ouvir, questionar, rever e até mudar de ideia sem sentir que perdeu. Na realidade, perde apenas um erro.

Essa postura encontra respaldo no falibilismo de Karl Popper, segundo o qual o conhecimento humano avança não porque alcançamos verdades irrefutáveis, mas porque submetemos nossas ideias à crítica e estamos dispostos a corrigir nossos erros. Em outro contexto, Agostinho de Hipona expressou pensamento semelhante ao afirmar que preferia ser corrigido por quem dizia a verdade do que ser enganado por quem o elogiava.

A convicção é importante, mas a humildade intelectual também. A primeira impede que sejamos levados por qualquer argumento; a segunda impede que permaneçamos presos aos nossos próprios argumentos quando eles deixam de se sustentar.

Entretanto, o ego não é o único fator envolvido. As pessoas nem sempre defendem uma ideia porque ela as faz parecer inteligentes ou superiores. Muitas vezes, defendem-na porque ela sustenta a forma como compreendem o mundo, seu grupo de pertencimento, sua história e até sua identidade. Nesses casos, mudar de opinião não significa apenas substituir uma conclusão por outra; significa correr o risco de desestabilizar o próprio alicerce sobre o qual a vida foi construída.

Na psicologia, esse fenômeno pode ser compreendido por diferentes perspectivas. Leon Festinger descreveu a dissonância cognitiva: quando novas evidências entram em conflito com crenças centrais, o desconforto pode ser tão intenso que a pessoa prefere rejeitar as evidências a revisar suas convicções. Henri Tajfel, por sua vez, demonstrou que parte de nossas crenças está ligada aos grupos aos quais pertencemos. Em determinadas circunstâncias, mudar de ideia pode ser percebido, ainda que inconscientemente, como uma forma de romper com a própria identidade social.

Há ainda um aspecto mais profundo. Aaron Beck descreveu as chamadas crenças centrais: convicções profundamente enraizadas sobre si mesmo, os outros e o mundo. Quando uma nova informação ameaça essas estruturas, a revisão de uma opinião pode ser vivenciada não apenas como uma mudança intelectual, mas como uma ameaça à própria identidade. Não é raro que alguém interprete a mudança de ideia como sinal de fraqueza ou como a perda de tudo aquilo que construiu ao longo da vida.

Esses fatores podem atuar isoladamente ou combinados, em diferentes intensidades. Por isso, reconhecer um erro exige mais do que humildade; exige segurança interior. Quem sabe que seu valor não depende de estar sempre certo consegue tratar suas conclusões como instrumentos para alcançar a verdade, e não como pilares da própria identidade.

Do ponto de vista cristão, há um paralelo importante. Provérbios 9:8–10 ensina que o sábio cresce quando aceita a correção, enquanto Tiago 1:19 recomenda que todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar. A identidade do cristão não está fundamentada na perfeição de suas interpretações, mas em Cristo. Isso cria espaço para reconhecer: "Posso ter compreendido algo de forma equivocada, sem que isso destrua quem eu sou." Nesse sentido, a disposição para rever convicções não enfraquece a fé; ela demonstra confiança de que a verdade de Deus permanece, mesmo quando nossa compreensão dela precisa amadurecer.

Quando essas dificuldades produzem sofrimento significativo ou impedem uma pessoa de lidar de maneira saudável com a realidade, o acompanhamento de um psicólogo qualificado pode ajudá-la a compreender as crenças que sustentam esse padrão e a desenvolver maior flexibilidade para lidar com novas evidências.

E você? Já percebeu alguma ocasião em que mudar de ideia parecia ameaçar mais do que uma opinião — parecia ameaçar quem você era? Como reagiu?

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Para saber mais:

Os autores e obras abaixo oferecem diferentes perspectivas sobre os temas abordados neste artigo e podem servir como ponto de partida para quem deseja aprofundar a reflexão.

POPPER, Karl. Conjecturas e Refutações: o Desenvolvimento do Conhecimento Científico. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1982. (Também há edições posteriores pela Almedina e pela Edições 70, de Portugal.) 

AGOSTINHO. Cartas (Epistulae). A ideia citada encontra-se na Carta 43 (Epistula 43). Em português, as cartas de Agostinho aparecem em diferentes coletâneas, embora nem todas contenham essa carta específica.

FESTINGER, Leon. Uma Teoria da Dissonância Cognitiva. Não encontrei tradução comercial brasileira recente. A obra é amplamente citada pelo título original, A Theory of Cognitive Dissonance (Stanford University Press, 1957).

TAJFEL, Henri. Grupos Humanos e Categorias Sociais (Human Groups and Social Categories). Também não localizei edição em português; a referência costuma ser feita à edição em inglês.

BECK, Aaron T. Terapia Cognitiva e os Transtornos Emocionais. Porto Alegre: Artmed. (Há edições em português amplamente utilizadas em cursos de Psicologia.)
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Nota sobre a elaboração do texto: Este artigo foi elaborado a partir de reflexões do autor e contou com o auxílio do ChatGPT (OpenAI) na revisão do texto, organização das ideias e indicação de referências bibliográficas. A responsabilidade pelo conteúdo e pelas conclusões é exclusivamente do autor.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O piano de Biscayne e o piano da Zorobeth

Tenho exposto em minha casa, na minha espaçosa sala de jantar, um dos quadros pintados pela tia Zorobeth. Nesse quadro, ela retrata um piano em uma praia. Notas musicais saem do piano como pássaros curtindo a brisa do mar. Veja esse detalhe do quadro:


Eu gosto desse quadro. Olhar para ele é algo um tanto tranquilizante. E eu gosto de viajar na imaginação. Neste quadro, além de praia e piano, já ví pássaros, Copacabana, um rosto, um "S" de Silva, uma Rocha. Vejo música e natureza. E sei que da próxima vez em que eu o observar verei algo novo. Realmente, eu gosto desse quadro.

Mas eu estou falando dele por que hoje eu recebi uma notícia inusitada. Por algum mistério, o quadro da minha tia tornou-se realidade na baia Biscayne de Miami. Lá surgiu um piano assentado em um banco de areia.



Ninguém sabe explicar como o piano foi parar lá. Acho que vou perguntar para a tia Zorobeth.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sou miserável, mas o Senhor olha pra mim

http://smenga.blogspot.com
A lei é espiritual, mas o mal está em mim; o pecado é dono do meu corpo. Por isso não me compreendo: na realidade o que faço, sei que não é bom. E aquilo que eu reconheço ser correto, não consigo fazer. Então, acabo por fazer até aquilo que, no íntimo, repudio. E se a minha consciência reconhece como errado isso que faço, ela própria me é testemunha de que são boas as leis de Deus a que desobedeço. Essa desobediência, não posso evitá-la por mim mesmo, porque quem a pratica é o pecado dentro de mim.

Eu reconheço que em mim, ou seja na minha natureza pecaminosa, não existe nada de bom. Quero fazer o que é reto mas não posso. Quando quero fazer o bem, não o faço; e o mal que não quero, venho sempre a fazê-lo. Portanto, se estou afinal a fazer o que não quero, é simples de ver onde está a causa: o pecado que me domina.

É portanto como que uma força natural em mim, que quando quero fazer o que é justo, faço inevitavelmente o que é errado. A minha consciência faz-me querer de todo o meu coração praticar a vontade de Deus; mas existe outra coisa no fundo de mim mesmo que está em guerra com o meu querer e que me torna escravo do pecado que ainda está em mim.

Que miserável eu sou! Quem me libertará desta vida dominada pelo pecado?

Pois bem, foi justamente isso que foi feito por Jesus Cristo nosso Senhor! Graças a Deus! Apesar de estar escravo do pecado por causa da minha natureza pecaminosa, em minha mente, liberto, quero obedecer à lei de Deus.

Sabendo disto, o Senhor é Espírito, e onde ele estiver reina a liberdade. Sem véu em minha mente, vou me tornando cada vez mais (de glória em glória) semelhante à imagem do Senhor, refletindo-a cada vez mais.

Louvor seja dado a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, por causa de tão rica e generosa graça, pagou a nossa libertação através do sangue do seu Filho, e os nossos pecados foram perdoados.

Paulo de Tarso, Apóstolo
(Transcrito de Romanos 7:14-25, 2 Coríntios 3:17,18 e Efésios 1:3a,7, com adaptações. Tradução "O Livro" em http://www.biblegateway.com)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Levante sua voz

Alguns falam que o medo da censura atrapalha o debate sobre a regulação da comunicação no Brasil. Mas regulação da comunicação não é sinônimo de estabelecimento de censura. Estão tentando nos enganar com o argumento da censura. Os interesses que atrapalham o debate estão muito mais ligados ao bolso dos detentores dos grandes grupos de comunicação do que com o controle ético, moral ou cívico na tv brasileira.

Esse vídeo produzido pelo Intervozes Brasil ilustra bem alguns pontos que tornam a discussão sobre a regulação da comunicação preemente:

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

A discussão que se pretende é de regulação dos meios de comunicação. Censura é regulação de conteúdo.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Obrigado Senhor por este Milagre!

Testemunho do meu primo, Sandro, por ter sido agraciado com um smartphone no concurso da TIM. É uma benção quando o Senhor nos permite enxergar os seus menores feitos por nós:

Deus é Fiel !
Amigos, conto-lhes este testemunho, pois edifica nossa Fé em Jesus Cristo, sei que parece besteira, mas realmente é um Milagre.

Há um bom tempo estava precisando trocar meu celular, mas não sobrava dinheiro nem pra colocar créditos(rsrsrs).

Visitando minha universidade, descobri um concurso da TIM, que escolheria a melhor frase, premiando-a com um Smartphone, porém como envolvia as principais Universidades do Rio (PUC, UERJ, UFRJ, IBMEC e a minha CÂNDIDO MENDES) achei que seria mt difícil, até pq estou com a matrícula trancada, me senti incapacitado.

Senti o desejo de tentar e arrisquei. Um mês depois estava em Ipanema com a Dani e comentei com ela que não aguentava mais o meu arcaico telefone, e que estava mt querendo um Smartphone, para acessar os emails na rua, o que me ajudaria mt no trabalho.

Acreditem se quiser, e espero que queiram(rsrsrs), ao entrar na fila pra comprar nosso almoço em um restaurante, recebi uma ligação do organizador do concurso da TIM, dizendo que a diretoria da TIM/SP havia selecionado minha frase, e que eu deveria retirar o aparelho na Universidade o mais breve possível. O Aparelho é o lançamento da LG, um Smartphone com acesso à todas as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, Messenger).

Fiquei mt emocionado e surpreendido, e glorifiquei a este Deus Maravilhoso, por mais um milagre em minha vida, sim devemos considerar não apenas os grandes milagres, como cura de doenças, livramento de morte, mas não podemos despresar o agir do Senhor em nossas vidas e tornar esses atos como rotineiros e comuns.

A DEUS SEJA A HONRA, A GLÓRIA E O PODER !!!!!!!!!

" Jesus, porém, olhando para eles, disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis." Marcos 10:27


P.S. Clique no link abaixo e/ou baixe o arq anexo e constate na foto este milagre, fique tranquilo não há virus, eu mesmo copiei do facebook.

http://www.facebook.com/#!/photo.php?fbid=10150110765902468&set=o.149396991758097

A Paz de Cristo;

Sandro Oliveira

domingo, 17 de outubro de 2010

Carta de Dilma Roussef aos eleitores pró-vida e pró-família

"(...)Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil;
(...)
Minha campanha é pela vida, pela paz, pela justiça social, pelo respeito, pela prosperidade e pela convivência entre todas as pessoas.
" (Dilma Roussef)


Mensagem de Dilma aos eleitores pró-vida e pró-família -

Aqui você pode ler uma carta de apoio da Coligação "Para o Brasil Seguir Mudando": http://www.docstoc.com/docs/document-preview.aspx?doc_id=57634796

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Partidos da coalizão de Dilma conseguem maioria para mudar Constituição

"Na prática, isso significa que, se a candidata Dilma Rousseff for eleita no segundo turno, vai contar com maioria parlamentar suficiente para encaminhar propostas que sempre dividiram opiniões na Câmara, como, por exemplo, as reformas tributárias e política." (Agência Câmara)

Bom, considerando que o PT, junto com o PMDB, conseguiram expressiva vitória também no Senado, só falta alguém dizer que a Dilma, se eleita, estará com a faca e o queijo na mão para implantar de vez o socialismo (ou comunismo, para os mais radicais) no Brasil. Pois fiquem todos tranquilos. O PT não vai fazer isso.

E mesmo que ele pretendesse, não seria tão fácil. Na nossa Constituição há disposições que a protegem de modificações através de emendas. São as chamadas cláusulas pétreas. O artigo 60, § 4º, define como cláusulas pétreas:

* A forma federativa de Estado;
* O voto direto, secreto, universal e periódico;
* A separação dos Poderes;
* Os direitos e garantias individuais.

Essas cláusulas só podem ser modificadas se for feita uma nova constituição. Para uma nova constituição, tem que ser eleitos congressistas com esta finalidade específica. Ou seja, como diria Cynthia Zamorano: "Não se aperreie, não, viu, bichin.". As instituições no Brasil estão bem protegidas.

A propósito, essa notícia pode ser lida aqui.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A igreja deve ter predileções ou rejeições a partidos políticos?

"O que se conclui é que os 3 candidatos a presidente estão, direta ou indiretamente, ligados a iniciativas e/ou a partidos pró-aborto e pró-homossexualismo." (Nilson Júnior)

Segue transcrição de trechos de e-mail de Nilson Júnior* ao seu pastor com opinião muito equilibrada sobre o posicionamento da igreja nessas eleições.

Ele teve essa iniciativa após ouvir o posicionamento de seu pastor baseado no vídeo do Pr. Piragine:

“Em face de tudo o que o senhor falou no último domingo sobre política, gostaria de fazer algumas considerações, baseadas no que ouvi e do que tenho conhecimento, até para que o senhor tome nota de fatos talvez não conhecidos. Creio que ao terminar de ler, o senhor poderá formar uma opinião mais fundamentada sobre os temas abordados e Deus poderá falar com o senhor sobre a veracidade das coisas que lhe direi.

Em primeiro lugar, fiquei feliz de ver o senhor chamando a igreja a se posicionar nas eleições. A igreja não pode mesmo ser massa de manobra de ninguém, tem que saber votar, escolhendo homens de Deus, que vão defender aquilo que nós cremos, e não os interesses de uma geração corrompida.

Todavia, vi que as criticas do senhor foram contaminadas por certa parcialidade. A mesma que vi num vídeo que tem circulado pela internet, do Pr. Piragine, do Paraná. Por isso, acredito que o senhor tenha visto esse vídeo e baseado suas críticas, ao menos em parte, pelo que esse pastor disse. Portanto, quero falar de alguns equívocos que esse pastor paranaense cometeu, e que inclusive deverão levá-lo a responder por isso diante da Justiça.

Primeiramente, fiquei “com o pé atrás” ao ver que esse pastor disse estar fazendo parte de “um movimento de católicos e cristãos, contra a iniquidade”. Isso, pelo menos para mim, soou estranho. Não é bíblico que estejamos unidos a outras religiões. Os apóstolos não se associavam às religiões romanas, e deveríamos ser como eles. Para mim isso soou estranho por cheirar ao chamado “movimento ecumênico mundial”, que tem unido pessoas que deveriam ser tão diferentes, como o papa atual e seu predecessor e um dos nomes em evidência no cristianismo internacional, Rick Warren, que é apenas um dos lideres cristãos mundiais envolvidos. Movimento esse que parece estar levando muitos a uma direção de aceitação de uma “religião mundial” que a Bíblia menciona. Todavia, não estou aqui para falar disso. Maiores informações e com maior propriedade, sobre esse assunto, podem ser lidas em http://www.espada.eti.br/n1606.asp, http://www.espada.eti.br/n2311.asp e http://www.espada.eti.br/rc145.asp.

Em seu vídeo, Piragine comete um estranho erro. Ele erra ao conceituar erroneamente a palavra “iniquidade”. A própria Bíblia trata da iniquidade pelo seu sentido denotativo, de injustiça (ver Sl. 14:4, Hb. 1:9 e II Ts. 2:12), e não de “costume com o pecado”, como ele quer dizer. Isso tanto é verdade que ele não cita nenhum versículo sobre tal palavra. A iniquidade, como injustiça social, é que deveria ser tratada de forma mais delicada em nosso pais, o 3º em desigualdade social em todo o mundo.

Sem abrir a Bíblia, Piragine usa como principal artifício um vídeo que já circulava na internet, sobre as imposições do PNDH-3, e o direciona levianamente para atingir o PT. Digo levianamente porque ele usa de um vídeo para o fim que lhe apraz, sem informar o porquê do vídeo ter sido feito. Creio que o senhor sabe o que é esse PNDH-3, mas falarei algumas coisas que talvez o senhor não conheça a respeito.

O programa nacional de direitos humanos é uma carta de intenções, que foi formulada no primeiro mandato do governo FHC, e recebeu nova formulação agora, estando em discussão no Congresso Nacional. O que pouca gente sabe é que em 1993, uma senadora do PSDB, suplente de FHC (que saiu em 1992 para ser Ministro de Itamar Franco antes de suceder o mineiro na presidência), apresentou projeto tentando legalizar o aborto, desde 1993. A suplente, de nome Eva Blay, apresentou o Projeto de Lei no Senado nº 78/1993, revogando todos os artigos do Código Penal que criminalizavam e penalizavam a prática do aborto. Projeto esse que, graças a Deus, não foi aprovado.

O PNDH II (íntegra aqui), também assinado em 2002 por FHC (e não por Lula) previa ampliação dos casos de aborto legal, na página 16, defendendo a ampliação da legalização do aborto, da forma:

179. Apoiar a alteração dos dispositivos do Código Penal referentes ao estupro, atentado violento ao pudor, posse sexual mediante fraude, atentado ao pudor mediante fraude e o alargamento dos permissivos para a prática do aborto legal, em conformidade com os compromissos assumidos pelo Estado brasileiro no marco da Plataforma de Ação de Pequim.

Assim, culpar o PT por tentar legalizar o aborto é uma acusação infundada, imputando a esse partido algo que foi iniciado no governo de FHC, pelo seu partido, que também é o de José Serra. O mesmo José Serra que, enquanto ministro, editou atos normativos regulando a interrupção de gravidez nos órgãos de saúde pública (http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf). O PNDH-3 é apenas o desdobramento de uma política internacional (Plataforma de Ação de Pequim), com a qual FHC se comprometeu pelo país e Lula simplesmente, querendo ou não, em nome do bom senso, é obrigado a concordar, para que as relações internacionais e a confiança do país não sejam estremecidas no exterior.

O pastor paranaense diz ainda que 2 deputados foram expulsos do PT e que nenhum deputado do PT pode votar contra o aborto. Mente em ambos! Os deputados citados foram apenas suspensos e se desligaram do PT por opção própria, para se juntar ao PV. Além disso, o Estatuto do PT assegura ao filiado o direito de se desvincular de decisão coletiva por motivo de convicção religiosa. Isso está no inciso XV do artigo 13 do estatuto do partido, em que consta:

“Art. 13. São direitos do filiado:
XV – excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público.”


Além disso, o pastor diz ainda que o PT se posiciona a favor do direito da mulher de ter garantida a interrupção da gravidez. Isso é verdade. A posição da PT é essa, mas não obriga os deputados a votarem assim, como mostrei anteriormente. Aí qualquer pessoa pode pensar que se o PT é assim e o próprio PSDB foi quem preparou o caminho na via nacional e na internacional rumo à legalização do aborto, o jeito é votar na Marina, do PV. Mas isso pode ser em um ledo engano, já que o programa de governo do PV (disponível em www.cdlimperatriz.com.br/pvimperatriz/programapv.doc) defende claramente:

- A liberdade sexual e o homossexualismo (quando cita “defender a liberdade sexual, no direito do cidadão dispor do seu próprio corpo e na noção de que qualquer maneira de amor é valida e respeitável”)
- O aborto (pois no tópico 7 de seu programa defende a “legalização da interrupção voluntária da gravidez”, assim como o PT)
- A legalização controlada das drogas (pois em sua plataforma o partido diz que “uma nova política internacional provavelmente passará pela legalização e fornecimento, controlado pelo Estado, como forma de solapar e inviabilizar economicamente os grandes cartéis da droga”)

O que se conclui é que os 3 candidatos a presidente estão, direta ou indiretamente, ligados a iniciativas e/ou a partidos pró-aborto e pró-homossexualismo. José Serra inclusive já se disse favorável a tal casamento, e inaugurou hospitais próprios para travestis em São Paulo como governador. É por isso que entendo que a igreja não deve se posicionar contra esse ou aquele partido, ou contra esse ou aquele candidato, pois todos os que alçam a presidência, mostraram, cedo ou tarde, que não têm compromisso com o evangelho.

Pegar o PT de Lula como bode expiatório para tentar ganhar eleição é um filme reprisado de sessão da tarde. Os mais adultos como o senhor, pastor, certamente se lembram de 1989, ano em que as igrejas do Brasil em massa apoiaram Collor, sob o boato de que, se vencesse, Lula ia fechar as igrejas, perseguir os cristãos, mudar a letra do hino nacional, dentre tantas outras acusações. Por isso, diversos pastores famosos rejeitaram de púlpito o PT e apoiaram Collor. O resultado disso não tardou. Todos nós vimos o que Collor fez em poucos anos no Brasil e como ele terminou seu mandato, sendo obrigado a sair pela porta dos fundos do Planalto após ter lesado milhões de brasileiros e a economia do país. Vimos também, mesmo em face dessas acusações, como Lula entrou em 2003 e pegou um país que, mesmo tendo privatizado suas principais estatais no governo anterior, estava com altos níveis de desemprego e influenciado pela crise da Argentina que abateu também o Brasil, fazendo com que FHC não conseguisse fazer a sucessão.

Lula pegou o Brasil estagnado em 2003 e deixa o país agora, em 2010, ao fim do seu mandato com os mais altos níveis de aprovação popular da história de um presidente, fruto de um crescimento econômico e social que melhorou a vida de muitos brasileiros. De um país sem esperança, para um país que está bem visto lá fora e sendo contado para ser o próximo país a entrar no grupo dos países desenvolvidos. Assim, os frutos de Collor, FHC e Lula, falam por eles.

Eu não voto em Lula, e sim em Marina. Mas reconheço que Lula fez uma boa gestão como presidente. O PT merece ser criticado, mas como mostrei aqui, naquilo que o PT é combatido, os demais partidos também carregam características comuns. Por isso, por esses partidos serem todos tão semelhantes entre si, entendo que a igreja não é melhor lugar para criticar esse ou aquele partido, pois criticar um, subentende-se ser favorável ou estimular o voto ao outro. E o apoio de uma igreja a políticos não pode ser nominal, como faz Piragine, que estabelece o terrorismo para impor suas convicções, usando a igreja como massa de manobra, através de mentiras. Piragine, que foi procurado pela imprensa no Paraná após a publicação de seu vídeo, recusou-se a dar entrevista ou sequer a emitir uma nota, sob a desculpa de que estaria saindo em viagem, o que prova não ter ele agido de forma prudente ao falar do PT pois, se tivesse razões para tanto, teria se pronunciado com provas do que diz.

Reitero, pastor, que não voto em Dilma em 1º turno e não sou petista ou partidário de qualquer partido político. Falo como um servo fala a um superior quando o vê em erro. Sou contra qualquer união entre religião e Estado, pois isso sempre fragiliza a confiabilidade da igreja a longo prazo. Parece-me que Deus sempre permite que as fraquezas de políticos que se dizem cristãos sejam expostas, para que as igrejas entendam que apenas Cristo, e não homens, merece nossa plena confiança. Que aprendamos isso, como igreja, antes da eleição.

Convido o pastor a refletir e verificar as fontes e inclusive assistir vídeos relacionados no YouTube. Estou na nossa igreja pois sempre a admirei como uma igreja que nunca se envolveu com política, mantendo-se sempre fiel a sua visão. Uma igreja que não é levada por ventos nem pela pregação da moda, como essa desse pastor paranaense. E espero que a nossa igreja assim permaneça. Deve-se incentivar o cristão a votar com prudência, mas sem manipulá-lo a ir contra um ou outro partido, pois todos fazem parte de um jogo, de idéias praticamente iguais, que quase nunca divergem em pontos essenciais. É engano pensar que existe um partido melhor do que outro. É preciso ter sabedoria de não se posicionar de púlpito, pois rejeitar o PT, é, na atual conjuntura, concordar com PSDB, de homens como FHC, Marconi Perillo e Aécio Neves (ambos conhecidos por sua truculência contra seus opositores, a exemplo de Jorge Kajuru). Por isso, entrar em política é pisar em terras movediças demais e compromete todos aqueles que o façam.

Que Deus fale com o senhor e que Ele te use para falar à igreja, no próximo domingo, algo realmente imparcial e de acordo com a soberana vontade d’Ele, e não apenas reproduzir suas impressões sobre um vídeo que o senhor tenha visto e achado que parece verdade, pois a verdade não estará sempre na boca de todos os pastores, mas sim na Palavra de Deus, que nos dá o exemplo de Daniel, que sequer comeu daquilo que vinha dos “políticos” da época.”

Fonte: http://falandodabiblia.blogspot.com/2010/09/devo-acreditar-no-pr-piragine-e-aceitar.html

(*)Nilson Júnior, segundo seu perfil no blogger: "Acima de tudo, procuro dia após dia, conhecer mais de Jesus Cristo e fazer com que esse conhecimento chegue a outras pessoas, para que a verdade que conheço também liberte aqueles que estão na mornidão espiritual, conformados, ou simplesmente vulneráveis às armadilhas do diabo por não saberem o que realmente se passa no mundo."

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Projeto torna fidelidade partidária mais rigorosa

"O projeto também impõe a perda automática de mandato em caso de infidelidade partidária para todos os cargos eletivos, se a nova regra for descumprida. Pelas regras em vigor, a perda automática do mandato atinge apenas o Poder Legislativo."

Se o Projeto de Lei 7656/10, de Aloisio Mercadante, for aprovado, na prática quem vai governar o país será o partido e não o Presidente eleito. Será que estou errado?

Hoje os ocupantes de cargos majoritários (presidente, governadores e prefeitos) não são obrigados a seguir determinações dos partidos aos quais são filiados. Se esse projeto passar esse ano, imagino a Marina Silva presidente sendo obrigada a seguir a agenda do PV.

Segundo interpretação do TSE ao julgar a fidelidade partidária, os cargos majoritários não são do partido, ao contrário dos cargos legislativos (proporcionais). Como será que o TSE pode interpretar eventual questionamento sobre a aplicação da lei, caso esse projeto vingue? Acho que o melhor mesmo é ele não passar, ou, no mínimo, ser emendado.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/150418.html

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Políticos do PT filiados a igrejas batistas escrevem carta à CBB

Carta de Políticos do Partido dos Trabalhadores e filiados a alguma igreja Batista ao pastor Paschoal Piragine Jr, da Primeira Igreja Batista de Curitiba, e à Convenção Batista Brasileira em resposta a vídeo veiculado na internet no qual o pastor aconselha a que não se vote em nenhum candidato do PT por causa do risco da institucionalização da iniquidade.


Carta de Políticos do PT à Convenção Batista Brasileira -

Leia mais sobre esse assunto nesses posts:
- Princípios Batistas e a Política
- Não sou petista... nem anti-petista

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Não sou petista... nem anti-petista

Recentemente divulguei um vídeo no qual o pastor Paschoal Piragine da Primeira Igreja Batista de Curitiba divulga uma campanha na qual ele recomenda aos eleitores não votarem em nenhum candidato do Partido dos Trabalhadores. Na verdade, o que me chamou mais a atenção no vídeo foi a exposição de problemas da nação de ordem moral e espiritual. Fiquei tão empolgado que divulguei o vídeo e, com isso, acabei fazendo uma campanha com a qual não queria contribuir. Um campanha anti-PT.

Em resposta ao vídeo, Geter Borges redigiu esta carta. Após lê-la percebi minha falha. Por isso, passo a esclarecer:

Não sou petista, mas o PT é o partido político com o qual melhor me identifico no que diz respeito à condução da economia. Eu acho o PT mais social-democrata que o PSDB. Basta comparar o governo do Lula com o do FHC. Apesar disso, o PT não é determinante para a minha decisão sobre em quem votar. Sempre analiso quem é o candidato e vejo suas propostas e princípios, nesta ordem.

Neste ano, por exemplo, vou votar na Marina ( http://www.minhamarina.org.br ) para presidente e no Wasny ( http://www.wasny.com.br ) para deputado distrital.

É isso.

PS: Sobre o vídeo do Pr. Piragine, esses links podem ser úteis:
http://blogdoedvar.blogspot.com/2010/09/carta-aberta-ao-pr-paschoal-piragine.html
http://www.diocesedeassis.org/index.php?option=com_content&view=article&id=169:apelo-a-todos-os-brasileiros
http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2010/mat/2010/07/21/em-carta-cnbb-pede-que-fieis-nao-votem-em-dilma-917208359.asp
Sobre os deputados mencionados no vídeo:
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=29640
http://old.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=82017&Itemid=319
Atualização:
Achei esses posts sobre esse muito equilibrados:
O difícil pronunciamento do Pr. Paschoal Piragine Jr
O outro lado no caso do Vídeo do Pastor Piragine

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma história que precisa ter fim


Revista da Turma da Mônica sobre drogas produzida em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas.

Vale a pena ler e encaminhar às crianças. São 15 páginas elaboradas com a tradicional qualidade das estórias da Turma da Mônica. Se você tem crianças em casa, imprima essas páginas e dê para que elas leiam. Essa estória é um alerta muito bem elaborado contra o crescente perigo das drogas, principalmente entre crianças!!!

Se você não tem crianças em casa, não faz mal, passe para seus amigos de modo que esta estória alcance o maior número possível de crianças e pais!




sábado, 3 de julho de 2010

Alemanha 4 x 0 Argentina! INACREDITÁVEL!!!!


Que a Argentina poderia perder da Alemanha, todo mundo sabia. Afinal, em um jogo como esse, certeza do resultado mesmo só após o último minuto. Mas essa lavada deve ter surpreendido muita gente.

E tinha gente (plim-plim) achando que essa Copa tava virando uma Copa América.

Para quem acha que em futebol impossível não existe, há uma possibilidade da taça vir um de nuestros hermanos, ainda que remota. No momento em que escrevo este, a tabela está como se segue:


Então, basta o Uruguai passar pela Holanda e o Paraguai passar pela Espanha e depois pela Alemanha. Fácil! Já pensou? Final da copa: Paraguai 2 x 1 Uruguai. O doido que ainda tem essa esperança vai ficar muito rico em algum bolão desse mundo se isso acontecer. (risos)

Outra coisa....

Ontem, após a derrota do Brasil para a Holanda, o Aloisio postou no Portal de Araguari uma notícia sobre a primeira página do site do "Olé!", um dos principais diários esportivos da Argentina, onde poderia se ver a ironia dos argentinos sobre a nossa seleção. Essa imprensa argentina não poderia nem esperar o jogo de hoje pra quebrar a cara em cacos maiores. Ficaram tão estraçalhados que o site do citado jornal está neste momento fora do ar. Virou poeira... Devem estar pensando em outra forma de fazer o Maradona tirar a roupa. Estavam todos tão animados. hehehehe

Que frustração!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Filho do Hamas


Fonte: Globovídeos

Mosab Hassan Yousef, palestino, filho do fundador do Hamas, o xeique Hassan Yousef, nessa entrevista ao programa Milenio, fala sobre a infância na Palestina, das torturas que sofreu, do trabalho no Hamas e no serviço secreto israelense, o Shin Bet, e do motivo que o levou a revelar quem ele realmente era e a escrever o livro "O Filho do Hamas".

Alguns destaques:

"O que eu estou fazendo? Estou andando com os meus inimigos como se fossem meus amigos!"

"Servir à causa do amor por meio do meu trabalho com o Shin Bet e o Hamas ao mesmo tempo."

"Eu percebi, após lutar dez anos contra o terrorismo, que nosso problema não são os terroristas. Nosso problema é a ideologia deles."

"Eu não estou certo de que um Estado palestino traria paz para o meu povo."

"Se meu povo luta pela autonomia e liberdade, precisa entender os fundamentos da autonomia e liberdade para poder alcançá-las. Como eles podem lutar por algo que não entendem como é ou como é ter isso?"

sábado, 8 de maio de 2010

Fé pra cachorro

Fé não é ter pensamentos bons ou pensamento positivo, e nem ouvir o coração. Ter fé não é desprezar a razão.



Diante de um cão perigoso, há três tipos de experiência de fé pelas quais o indivíduo pode passar:

A primeira é a fé irracional, demonstrada neste vídeo protagonizado pelo conhecido padre Marcelo Rossi. A fé irracional é aquela que despreza a razão. Daí o seu nome. A fé irracional tem base frágil e enganosa. Normalmente essa fé é nutrida pelos adeptos do pensamento positivo ou do ouvir o coração. No vídeo, a sugestão do padre ante uma situação de perigo foi para olhar para o alto e pensar em coisas boas. Engana-se quem acha que com a força do pensamento fará um cão se acalmar.

A segunda experiência de fé que se pode passar diante de um cão perigoso é a da fé natural. Essa fé é racional e ela se baseia na experiência humana. Sabemos (ou cremos) que o fogo queima por que já vimos isso acontecer, sentimos o seu calor e vimos o sofrimento de pessoas que se queimaram. A fé racional se baseia na razão, mas principalmente, na experiência, que por sua vez produz conhecimento e alimenta a razão. É ver para crer. Ou, crendo, não querer pagar pra ver. Diante de um cão perigoso, a fé racional vai nos alertar: esse cachorro não é meu, ele não me conhece e então ele certamente tentará me atacar. Deixa eu sair daqui correndo!

A fé racional é boa para homem. Mas, muitas vezes, podemos nos enganar, ao interpretarmos de forma errada nossas experiências. Isso pode nos levar a uma fé irracional e acontece por que somos falhos e de conhecimento muito limitado. Por isso, frequentemente nos enganamos ou tomamos decisões erradas. Por se basear nas experiências humanas, a fé racional é muito frágil diante de experiências e assuntos complexos. Os nossos sentidos podem nos enganar ou serem usados para, a partir da nossa fé racional, nos convertermos a uma fé irracional, na qual a razão é deturpada. Alguns, por causa de uma fé racional que se converteu em irracional, já jogaram aviões contra edifícios, promoveram suicídio coletivo, se explodiram em praça pública e até foram mordidos por cães quando deles poderiam ter corrido.

A terceira experiência de fé que se pode passar diante de um cão periogoso é da fé sobrenatural. Essa fé é também uma fé racional. Ou seja, ela não despreza a razão. No entanto ela alimenta a razão com coisas que vão além dos sentidos ou dá experiência humana. Ela é sobrenatural, por que vem de algo além da natureza que normalmente experimentamos. Mas não é irracional, pois quem a recebe, sabe que ela é verdadeira. Ela é um dom de Deus. E é Ele quem a mantém em nós.

A fé sobrenatural de Deus dispensa a fé irracional e transcende a fé natural, elevando-a. O homem que tem fé sobrenatural e ficar diante de um cão perigoso tentará sair dali antes que o cão o ataque. Afinal, assim como Jesus, ele sabe que não deve tentar a Deus, que lhe concede a fé (Lucas 4:12).

Mas, se não houver saída, por causa de sua fé sobrenatural ele também sabe que, seja o que acontecer, Deus o protegerá. Ele sabe que será Deus que irá, se assim desejar, acalmar ou segurar o cão. Ele sabe que, se o cão atacar, Deus poderá curá-lo de doenças transmitidas pela mordida do cão ou poderá permitir que o cão o ataque fatalmente, tomando-o para Si. Mas o mais importante, ele sabe que só ficará ali parado se essa for a vontade de Deus, pois se não houver saída, Deus pode providenciar uma na hora. Foi assim com Daniel ao ser preso em uma cova cheia de leões (Daniel 6) ou quando seus amigos foram lançados em uma fornalha tão quente que morria quem dela chegasse perto (Daniel 3). Foi assim também com Pedro que preso, acorrentado e vigiado, dormia tranquilo mesmo ante à sua condenação de morte (Atos 12).

A fé irracional e a fé racional são do tipo que o homem controla e alimenta. Por isso são frágeis e periogosas. A fé sobrenatural vem de Deus, que dá aos seus filhos, aqueles que o recebem como Senhor e Salvador.

sábado, 24 de abril de 2010

Último ato

De muito bom gosto, esse é o clipe oficial da música "Ultimo ato", faixa do CD "Por aí", de Hélvio Sodré (http://www.helviosodre.com.br/). Essa música é maravilhosa e consegue falar da verdade com uma poesia singular, sem mascaração, nem pieguismo. Mas com uma exaltação do que realmente importa.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Salmo 171 - Cântico de Rodeio

Calvin Luther Grink, ante a nova estratégia de combate ao principado boiadeiro, escreveu esse poema cântico:

Salmo 171
(Calvin Luther Grink)
Cântico de Rodeio. Ao narrador boiadeiro segundo a melodia "embotamento."

Evangelho, o que fizeram contigo?
Antes, só tu eras o adorno fino dos pés!
Daqueles que anunciavam a boa-nova.

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!

Evangelho, o que fizeram contigo?
Agora és o estorno vergonhoso da fé!
Daqueles que proclamam a nova-moda.

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!

Evangelho, o que fizeram contigo?
Depois o que serás? Nem posso imaginar até!
Muitas sandálias estão virando boa-cobra.

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!

Evangelho, o que fizeram contigo?
Se ontem, hoje e sempre, sempre és!
Mestre, tais rodeios tu não suportas.

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!

Evangelho, o que fizeram contigo?
De tirar tuas sandálias, ninguém digno é!
No cavalo branco, deste laço livre a tua Igreja.

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!

Evangelho, o que fizeram contigo?
Se apenas são formosos os pés
Daqueles que dizem: Deus reina!

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!

Evangelho, que se abram as porteiras!
Evangelho, que se Levantem os portais eternos!

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!

Maranata! Salva a gente!
Por mil cobras e bois! Tudo a ti pertence!

Já pisastes sobre a serpente.
Livra-nos agora dos lobos!
E a tua igreja, dos bobos

Maranata! Salva a gente!
Salva este mundo e tua igreja decadente!
E a tua igreja, dos bobos

Já pisastes sobre a serpente.
Livra-nos agora dos lobos!
E a tua igreja, dos bobos

Maranata! Salva a gente!
Envia, de novo, boa nova, Pura e incandescente!
E da tua igreja, espanta os lobos

Já pisastes sobre a serpente.
Livra-nos agora dos lobos!
E a tua igreja, dos bobos.

Maranata! Salva a gente!
Grave juízo retarde, de joelhos, rogamos penitentes!

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!
E a tua igreja, dos bobos.

Maranta! Salva a gente!
Lava-nos os pés, ensina-nos, novamente!

Já pisastes sobre a cobra.
Livra-nos agora dos lobos!
E a tua igreja, dos bobos.

Maranata! Salva a gente!
Só a tua Palavra ilumina os pés, os faz reluzentes!

Já pisastes sobre a serpente.
Livra-nos agora dos lobos!
E a tua igreja, dos bobos.

Evangelho, o que fizeram contigo?
Faz nossos pés voltarem aos teus caminhos!
Livra-nos de um embotamento sem igual!

Principado boiadeiro...

Em video recente, na promoção da gravação do próximo DVD em Barretos/SP, Ana Paula Valadão e cia promovem novas esquisitisses da moda evangélica:



Quando comecei a assistir o vídeo fiquei meio sem saber o que pensar: principado boiadeiro?!! Essas palavras despertaram uma pulguinha que costuma dormir atrás da minha orelha e que há algum tempo não era incomodada. Tentei segurar o ânimo de meus pensamentos e não me precipitar. Respirei fundo e até pensei: é normal, assim, tipo, é a Lagoinha né, é o estilo deles, etc e tal. Mas, depois eles começam a falar umas coisas que soam tão esquisitas que faz aquela pulguinha atrás da orelha pular tanto que tenho a impressão de que ela entrou no meu ouvido para fazer o meu tímpano de trampolim.


Gente, bota de cobra para pisar na cobra ou libertar um ministério da opressão do principado de python?!!! Morar em Dallas por que lá é um tripé do principado boiadeiro?!!! Principado boiadeiro?!?!?!?! Como eu disse ao Charles, meu amigo que mandou esse vídeo para mim, não dá nem pra dizer que era só o que faltava. Depois dos dentes de ouro, dos paletós que curam, do leão representado no palco e da adoração extravagante, agora é roupa de cowboy para combater o tal do principado boiadeiro. O que mais pode vir por aí...

Claramente o que me pareceu foi mesmo uma estratégia de promoção do evento que eles irão realizar em Barretos e de garantir a manutenção do ministério, com essas estórias que prendem a atenção de uma massa de crentes que gostam do pop, do agito gospel e de fantasias gospel.

Quem me conhece sabe que eu gosto de muitas das músicas e ministrações que vêm da Lagoinha (Diante do Trono, André Valadão, Nívea Soares,...) e de vários artistas que hoje estão aí nas paradas gospel. Felizmente, tem uma pulguinha atrás da minha orelha que me ajuda a ficar atento ante os excessos, afinal, até os mais conservadores e ditos corretos da igreja evangélica, famosos ou não, também cometem seus erros.